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Ateliê do Medronho, na Madeirã, destilou experiências únicas

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O quinto ateliê temático da iniciativa Dez Freguesias, Dez Experiências, desta feita dedicado ao Medronho, não poderia ter terminado de melhor maneira, afirmando definitivamente a freguesia de Madeirã como a capital daquele fruto vermelho do Pinhal.
Realizada no passado dia 3 de novembro, a ação reuniu a presença de cerca de 160 participantes que puderam interagir em variadas experiências.
A organização esteve a cargo do Município de Oleiros e da Junta de Freguesia de Madeirã, com o apoio da Associação Recreativa e Cultural de Melhoramentos da Aldeia da Cava (ARCA) e do Grupo de Amigos da Freguesia de Madeirã (GAFM), os quais estiveram de mãos dadas na concretização da atividade.
Ao longo de um itinerário temático de 3,14 Km, o grupo seguiu as explicações do guia local – Paulo Silva – grande conhecedor da história madeirenense, o qual apresentou ainda algumas das figuras notáveis e tradições que sempre distinguiram a freguesia.
Este é o caso da toponímia local e dos seus vultos, do lavadouro, dos barbeiros-sangradores que fazem parte da memória coletiva, de um forno tradicional, da renda Macramé, do espólio documental existente, de uma casa de lavoura decorada tradicionalmente, de um talentoso alfaiate, de imóveis religiosos de interesse, da pisa da castanha (a cargo de António Martins) ou da representação de um lagar tradicional no Largo dos Linhares.
Refira-se que a castanha e o azeite eram as principais fontes de rendimento e sustento da população.
O grupo pôde ainda assistir a uma desmonstração de resinagem, com explicação a cargo de José Barata de Almeida, podendo ainda exercitar-se com o canto tradicional do tema “Resineiro”.
A cultura da região saiu valorizada e nem o artesanato local foi esquecido, com as casas em xisto do Sr. Isidro Farinha, ou a fiação em lã e os sabonetes artesanais da oficina Arte para Amanhã, a cargo de Scott e Lynn Halstead.
O envolvimento dos estrangeiros que se têm fixado na freguesia foi realçado, assim como a sua perfeita integração na comunidade.
Exemplo disso foi a passagem por uma das unidades de alojamento local e o testemunho de Mabel Van der Steen, médica holandesa e proprietária de um retiro de yoga que pretende nutrir a alma e o corpo dos seus participantes, em perfeito contacto com a natureza, partindo do yoga para eliminar os níveis de stress e beneficiar a sua saúde.
Os elementos do brasão da freguesia também estiveram em destaque, como os Meandros do Rio Zêzere que se vislumbravam, acompanhados de uma explicação geológica a cargo de Joana de Castro Rodrigues (do Geopark Naturtejo) e o Medronho.
Sendo o Ateliê dedicado àquele fruto vermelho e seus derivados, um dos pontos altos da ação foi a passagem pela destilaria SILVAPA, onde se produz aguardente, licor e compota de medronho.
O grupo foi muito bem recebido pela família Mendes Silva, havendo lugar para uma explicação da história da empresa por parte de Maria Idalina Silva e para a partilha de algumas quadras alusivas ao evento.
Naquele local foi ainda possível visitar as instalações e o espaço musealizado que ali existe, assim como realizar uma degustação dos afamados e premiados produtos que ali são obtidos.
Durante a atividade houve ainda espaço para a plantação de medronheiros, uma abordagem sobre a espécie e a sua generosidade em termos de possíveis utilizações e para a inauguração da escultura “O Medronheiro”, da autoria de Luís Pinheiro, a qual perpetuará a iniciativa e embelezará a porta de entrada daquela que é já considerada a capital do medronho.
Do ponto de vista gastronómico, a ação iniciou-se com uma desjejua e a meio ia tendo apontamentos como o medronho fresco, as genuínas Cavacas da Madeirã (confecionadas por Fernanda Martins), o autêntico Bolo de Mel da Madeirã, o mata-bicho com medronheira – uma gentileza do empreendimento turístico Vilar dos Condes, situado na freguesia -, ou as castanhas piladas.
Ao almoço, uma tradicional fritada foi acompanhada por várias iguarias regionais, as petingas, a morcela, as papas de carolo, as migas, o feijão guisado, as farófias, entre outros.
A atividade culminou com uma alambicada, a qual serviu de aperitivo para o almoço, ao qual se seguiu a recriação histórica “Os Madeiranenses da diáspora”.
Naquele espaço, os produtores e empresários locais também marcaram a sua presença e foi possível aos participantes adquirirem os mais genuínos produtos endógenos.
O empreendimento Vilar dos Condes teve a iniciativa de sortear 4 dormidas (alojamento para duas pessoas) entre os participantes, tendo feito as delícias dos felizardos que agora regressarão a um território onde se destilam momentos únicos.
Recorde-se que a iniciativa “Dez Freguesias, Dez Experiências” retoma em 2019, partindo à descoberta de mais 5 freguesias.
Esta integra o projeto intermunicipal Beira Baixa Cultural, promovido pela Comunidade Intermunicipal e Municípios que a constituem, sendo cofinanciado pelo Fundo de Desenvolvimento Europeu / Portugal 2020.

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