Berço da Lusitânia debatido em Oleiros

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Realizou-se no passado dia 7 de abril, no auditório da Casa da Cultura, em Oleiros, a apresentação do livro “Peregrinação Interior ao Berço da Lusitânia”, da autoria de Camilo Mortágua e produzido pela Associação Pinhal Maior.

Segundo a obra, o território que hoje coincide com o Pinhal Interior Sul (Oleiros, Mação, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei) foi o Berço da Lusitânia, onde os lusitanos viveram e tiveram os seus refúgios.

A marca “Berço da Lusitânia” foi já registada e o desenvolvimento deste conceito está a ser planeado pelos 5 municípios que integram o território.

Pretende-se apostar numa temática interessante, colmatar uma lacuna existente na História e ao mesmo tempo, reforçar a identidade do território.

Este é um conceito que poderá atrair mais visitantes e turistas, apostando em mercados do Norte da Europa, os quais têm grande motivação para as “estórias” e “lendas” associadas às “terras do fim do Mundo” situadas no Ocidente Europeu.

A abrir a sessão, o presidente da Câmara Municipal de Oleiros, Fernando Jorge, reforçou esta ideia, a qual “bem trabalhada, pode ser uma forma de alavancar o território, dando-o o conhecer, posicionando-o como destino turístico de excelência e trazendo mais pessoas à região”.

A apresentar o livro, Joaquim Patrício referiu que o mesmo “é muito interessante e é, com certeza, um sonho concretizado que serve ou poderá servir para cimentar o orgulho das nossas gentes, tendo subjacente um projeto turístico.

Este território merece ser uma referência”.

Tomando a palavra, o autor da obra referiu “a vossa terra fascina-me.

É uma questão de paixão, de sentimento, de espírito… horizontes plenos de mistério… Se trabalharmos bem, temos futuro”.

Perante um público interessado, a sessão decorreu com uma animada participação e um enriquecedor debate de ideias e considerações.

Camilo Mortágua reforçou ainda que “o que interessa não é a área geográfica da Lusitânia, a qual foi sofrendo várias definições, mas sim o seu ADN.

Os lusitanos, andando por muitos lados, tinham a casa deles aqui”.

Recorde-se que era nesta região que encontravam proteção e alimento, garantidos por barreiras naturais como os rios Zêzere, Tejo e Ocreza e as serranias limpas de neve no Inverno.

A Serra da Estrela não poderia servir de abrigo, “é demasiado fria, alta, nua de vegetação e coberta de neve sob longos períodos no Inverno”, pelo que “a Serra do Muradal, nos Picos da Lusitânia, seria a fortaleza ideal com várias atalaias à volta”.

A partilha de ideias foi-se sucedendo e acrescentou-se ainda que serras como a de Alvélos, “seriam interessantes não propriamente pela sua altura, mas pela sucessão de montes que criam obstáculos à progressão do inimigo”.

No final da sessão foi oferecido a todos os presentes um exemplar da obra, o qual puderam levar para casa autografado pelo autor.

O interesse pela temática saiu ampliado e o conceito que se pretende promover ganhou uma nova visibilidade.

Por outro lado, a partilha e o debate de ideias foram reforçados, agitando-se pensamentos e o espírito crítico de cada um.

Como conclusão, com este acontecimento ficou bem patente que estas terras, cantadas por Camões e defendidas por Viriato, ainda têm muito para revelar no futuro.

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