Assinala-se hoje, dia 4 de agosto, a passagem dos 500 anos sobre a outorga do foral manuelino de Álvaro. Embora as celebrações tenham decorrido no passado dia 26 de julho, integradas nos festejos anuais em honra de Santiago Maior, esta é uma data histórica e de incontornável importância para esta vila do concelho de Oleiros e que não deixamos de lembrar.
Passaram-se cinco séculos sobre a data de concessão do foral novo a Álvaro e ao seu termo, um ano após a outorga do foral manuelino de Oleiros e no âmbito de uma “reforma social sem paralelo na história de Portugal”. Deste importante documento régio, atualmente apenas se conhece o paradeiro do registo da chancelaria (no livro dos forais novos da Beira existente na Torre do Tombo) e de uma cópia da carta de foral pertencente aos fundos da Ordem de Malta, datada de 1712.
Tal como se pode ler na obra “Foral Manuelino de Oleiros”, da autoria de Leonel Azevedo, o donatário do foral atribuído por D. Manuel I a Álvaro foi Gomes Martins de Lemos1, da Casa da Trofa, a quem D. Afonso V havia feito uma doação de jus e herdade, a 4 de dezembro de 1457, guardando o rei para si a correição e alçadas. A doação do senhorio de Álvaro foi confirmada durante três séculos, até 1757, ano em que voltou à posse da Coroa. No ano seguinte, em 1758, já era donatário o Marquês de Marialva, D. Pedro de Menezes, da Casa de Cantanhede.
1 – Por seu lado, a donatária do foral manuelino de Oleiros, de 20 de outubro de 1513, é a Ordem de Malta.












