Palestra sobre “A importância da floresta portuguesa” em Oleiros

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Realizou-se no passado dia 10 de abril, pelas 10 horas, no auditório da Casa da Cultura de Oleiros, a palestra “A importância da floresta portuguesa”, pelo ilustre Prof. Doutor Jorge Paiva, da Universidade de Coimbra. Num auditório repleto de alunos, provenientes de vários estabelecimentos de ensino da região, foi possível a todos os presentes ficar com uma noção bastante completa sobre a evolução histórica das florestas e a sua importância vital para a sobrevivência e bem-estar de todos os seres que povoam o planeta.

O interesse foi geral e o local revelou-se pequeno para acolher os muitos participantes que acorreram a esta sessão. Recorde-se que a iniciativa se inseriu no âmbito da Prova de Aptidão Profissional “A importância das Plantas Aromáticas e Medicinais no Turismo” de uma aluna Oleirense do Curso Profissional de Técnico de Turismo Ambiental e Rural da Escola Tecnológica e Profissional da Sertã, contando com o apoio do Município de Oleiros.

A abrir a sessão esteve o presidente da Câmara Municipal de Oleiros, José Santos Marques, o qual focou a questão do uso múltiplo da floresta enquanto vetor de maior rentabilidade florestal e destacou a preocupação do município pela valorização dos recursos endógenos e pela defesa da floresta contra as suas ameaças, nomeadamente os incêndios florestais.

A questão do papel da floresta na gastronomia dos povos não foi esquecida pelo Professor Jorge Paiva, o qual revelou ainda conhecer muito bem o valioso património florestal Oleirense. Dele fazem parte a Mata de Álvaro, bastante estudada por botânicos e ecologistas, dando origem a uma conhecida fonte, a Fonte da Mata ou o bosque reliquial de floresta laurissilva, situado no Vale das Fragosas (Orvalho), na envolvente do geomonumento da Naturtejo conhecido por Queda da Fraga da Água d´ Alta, local onde existe, entre outras espécies de relevo, a maior mancha de azereiro da Península Ibérica. Refira-se que foi esta espécie que deu origem ao nome do Rio Zêzere, pelo que muitos consideram que o étimo “zêzere” vem de “azereiro”, “zezereiro” ou “zenzereiro”.

Para os muitos interessados em assistir a esta palestra, informa-se que o Professor Jorge Paiva prometeu voltar a Oleiros, numa data posterior “por alturas do medronho e da castanha”, pretendendo alertar para a riqueza do património florestal concelhio.

 

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